PdVSA da Venezuela já demitiu 5.111 empregados

O presidente da petrolífera estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PdVSA), Alí Rodríguez, afirmou à agência de notícias Venpres que 5.111 empregados da companhia já foram demitidos desde que a paralisação nacional atingiu o país há oito semanas. Ele acrescentou que provavelmente haverá mais demissões no futuro. "Ainda estamos verificando quais pessoas abandonaram seus empregos. Os que o fizeram estão fora", afirmou. Ele não foi encontrado para mais comentários. O número de 5.111 demissões é muito maior que o anunciado na semana passada, quando o total oficial era de cerca de 2,5 mil. Rodríguez, entretanto, deixou claro que certos casos serão revistos, já que alguns cortes foram feitos automaticamente, sem levar em conta licenças por problemas de saúde ou feriados. "Mas não haverá um perdão geral para todos", disse. A PdVSA empregava 37.942 pessoas antes da greve, de acordo com Rodríguez. Ele e o presidente Hugo Chávez estão contando com o retorno gradual dos petroleiros e da equipe administrativa para compensar as demissões. Ontem, um porta-voz da estatal disse que 90% dos petroleiros e 55% do pessoal administrativo já haviam voltado ao trabalho. A produção de petróleo cru também já ultrapassou a marca de um milhão de barris por dia, e está em 1,05 milhão de barris por dia, de acordo com representantes da PdVSA. Chávez e Rodríguez estão aproveitando a paralisação para reformar a companhia e torná-la menos vulnerável a conflitos futuros. A paralisação entra hoje no 58º dia.

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