PdVSA já demitiu quase 12 mil funcionários

A companhia estatal Petróleos de Venezuela S/A (PdVSA) já demitiu 11.917 funcionários desde o início da paralisação geral, em dois de dezembro, segundo um porta-voz. O número representa cerca de 31% da força de trabalho da empresa antes do movimento, de 37.942 empregados. O presidente Hugo Chávez disse, no domingo, que o governo não vai recontratar os trabalhadores, e ameaçou prender aqueles que lideraram os protestos. Líderes grevistas concordaram em pôr um fim à paralisação na semana passada em todos os setores, exceto o petrolífero. Chávez chamou o ato de "golpe do petróleo", com o objetivo de paralisar a indústria petrolífera, que contribui com metade da receita governamental. O movimento custou ao país mais de US$ 4 bilhões, estima o governo. Chávez afirma que a maior parte dos empregados da PdVSA já retornou ao trabalho, mas líderes grevistas negam isso, dizendo que milhares se recusam a voltar até que o presidente contrate novamente os demitidos e concorde em promover eleições antecipadas. Apesar da recusa de alguns em retomar as atividades, o setor petrolífero está lentamente se recuperando. A produção já é de quase dois milhões de barris por dia, segundo o governo, dez vezes maior que a de 200 mil barris por dia no auge da paralisação. Funcionários dissidentes da PdVSA afirmam que a produção atual é de 1,45 milhão de barris por dia.

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