PDVSA patrocia voo de náufrago

Estatal bolivariana banca viagem de salvadorenho

O Estado de S.Paulo

15 de março de 2014 | 03h03

O pescador salvadorenho José Salvador Alvarenga - que diz ter sobrevivido mais de um ano à deriva no Oceano Pacífico até ser resgatado nas Ilhas Marshall, em 30 de janeiro - embarcou ontem para o México com a intenção de visitar a família de Ezequiel Córdova, de 24 anos, seu companheiro de pescaria, que teria morrido durante a travessia. A visita é bancada pela estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA).

A viagem tornou-se possível no dia 7, quando a Alba Petróleos - consórcio que reúne prefeituras ligadas à Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional e uma filial da estatal venezuelana - presenteou o pescador com quatro passagens para o México. Alvarenga, de 37 anos, decolou do Aeroporto Internacional de El Salvador com o pai, a mãe e o advogado.

O pescador afirma que, após o motor da lancha em que pescava tubarões com Córdova parar, cruzou os 12,5 mil quilômetros entre a costa mexicana e as remotas ilhas do Pacífico à deriva, comendo aves e peixes crus, bebendo sangue de tartaruga e a própria urina.

De acordo com Alvarenga, seu companheiro não suportou a dieta e morreu após quatro meses. O salvadorenho diz que jogou o corpo de Córdova ao mar. Ambos teriam jurado que quem sobrevivesse procuraria a família do outro para explicar o que havia ocorrido. "Ele quer cumprir essa promessa. Está muito triste por isso", disse o advogado do sobrevivente. / AFP

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