PDVSA pede socorro para cumprir meta

Presidente da estatal diz que é crucial acelerar licitações para perfurar poços

Efe, AFP e Reuters, O Estadao de S.Paulo

07 Julho 2025 | 00h00

O presidente da Petróleos de Venezuela (PDVSA), Rafael Ramírez, admitiu ontem que a estatal petrolífera venezuelana enfrenta um estado de ''''emergência operacional'''' por causa de atrasos na contratação de empresas para perfurar poços petrolíferos e isso pode colocar em risco os planos de produção no país. Segundo especialistas, o fato de critérios políticos serem priorizados em detrimento dos econômicos na gestão da PDVSA está levando ao sucateamento da empresa. Excesso de burocracia, falta de pessoal qualificado e planejamento precário seriam alguns dos problemas que a estatal estaria enfrentando. ''''Há efetivamente uma emergência operacional e se não conseguirmos acelerar os processos de licitação chegaremos a uma situação que poderia impedir o cumprimento dos planos de produção'''', afirmou Ramírez, que também é o ministro da Energia, numa entrevista ao jornal El Universal. ''''Isso não significa que haja caos'''', completou. Na semana passada, Ramírez havia anunciado que a PDVSA reduziria em cerca de 37% a meta para a perfuração de poços de petróleo no país. O objetivo inicial e ra ter 191 equipes trabalhando na perfuração de poços na Venezuela no final deste ano. Agora, essa meta é de 120. Segundo Ramírez, a causa dessa redução está relacionada à escassez mundial de equipamentos e técnicos especializados na perfuração dos poços. Para ajudar a solucionar os problemas da estatal, o ministro anunciou investimentos de US$ 10 bilhões em 2007, contra US$ 5,9 bilhões do ano passado. Principal empresa da Venezuela, a PDVSA é responsável por 45% do orçamento público do país. Seu peso na economia venezuelana deve aumentar ainda mais a partir deste ano por causa do processo de nacionalização do setor petrolífero, que obrigou todas as companhias estrangeiras que exploram petróleo na Venezuela a formar empresas conjuntas com a PDVSA (nas quais a estatal detém ao menos 60% de participação). REFORMA CONSTITUCIONAL A presidente da Assembléia Nacional venezuelana, Cília Flores, disse ontem que a reforma constitucional prometida pelo presidente Hugo Chávez pode ser submetida a referendo popular ainda no final deste ano se for apresentada logo para o Legislativo. Segundo Chávez o projeto será entregue ''''nos próximos dias''''. Cília diz que a Assembléia poderia aprová-la em ''''dois ou três meses, no máximo''''.

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