Win McNamee/Reuters
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Peça-chave do escândalo Lewinsky nos EUA, Linda Tripp morre aos 70 anos

Ex-funcionária do Pentágono, Tripp se tornou amiga de Monica, gravou confidências sobre Bill Clinton e entregou fitas a promotor

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2020 | 22h31

WASHINGTON - Linda Tripp, uma das principais protagonistas do "escândalo Lewinsky", morreu nesta quarta-feira, 8,  informou seu advogado à AFP. 

O defensor, Joseph Murtha, não especificou as causas da morte da antiga cliente, mas segundo familiares, citados pela mídia americana, Tripp, de 70 anos, sofria de câncer no pâncreas. 

Em 1996, enquanto trabalhava no Pentágono, ela se tornou amiga de uma nova colega, Monica Lewinsky, de 22 anos, então estagiária na Casa Branca.

Lewinsky contou a ela sobre seu caso com o presidente democrata Bill Clinton. Sem que a jovem soubesse, Linda Tripp passou a gravar suas confidências a partir de 1997. Também a convenceu a manter um vestido azul manchado pelo sêmen do presidente. 

Ela então entregou as fitas e a informação sobre o vestido ao promotor especial Kenneth Starr, que investigava Bill Clinton desde 1994, inicialmente sob suspeita de corrupção e depois por assédio sexual. 

O promotor usou as informações para acusar o presidente de perjúrio, crime de mentir diante de um tribunal. Clinton negou, sob juramento, ter tido relações sexuais com sua estagiária.

A investigação levou Bill Clinton a um julgamento de impeachment no Senado, do qual foi absolvido em 1999.

Tripp declarou que agiu por "patriotismo", mas foi retratada como falsa amiga e traidora pela opinião pública.

Poucas horas antes do anúncio de sua morte, Monica Lewinsky tuitou: "Seja qual for o passado, soube que Linda Tripp está gravemente doente, espero que se recupere". /AFP

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