Pedida pena de morte para mentor de atentados em Bali

Promotores indonésios exigiram nesta segunda-feira a pena de morte para o militante acusado de planejar os atentados de 12 de outubro do ano passado contra a paradisíaca ilha de Bali. Aproximadamente 50 pessoas estavam na corte. Familiares das vítimas estrangeiras da ação extremista aplaudiram quando foi lido o pedido da promotoria. Imam Samudra, um especialista em informática de 33 anos, admitira sua participação nos atentados que causaram a morte de 202 pessoas, turistas estrangeiros em sua maioria. "Demonstrou-se que o acusado cometeu um ato de terrorismo que causou muitas vítimas", disse o promotor público I Nyoman Dila antes de pedir aos juízes que condenem Samudra à morte. Samudra tocou sua barba com os dedos, mas permaneceu calado enquanto a promotoria pedia sua execução. Porém, quando era retirado da corte pela polícia, gritou: "Deus é grande. O Islã vencerá!" Um sobrevivente do atentado agitou uma bandeira australiana quando Samudra deixou o edifício. Dos 202 mortos nos ataques contra duas casas noturnas de Bali em 12 de outubro de 2002, 88 eram australianos, que nos últimos anos tornaram-se os visitantes mais assíduos da ilha. Há duas semanas, promotores públicos também pediram a pena de morte para Amrozi bin Nurhasyim, o primeiro dos mais de 30 suspeitos a enfrentar a justiça. Os suspeitos são acusados de associação ao grupo Jemaah Islamiyah, que teria ligação com a rede extremista Al-Qaeda, liderada pelo milionário saudita no exílio Osama bin Laden. O Jemaah Islamiyah luta pela criação de um Estado estritamente islâmico no sudeste da Ásia. Samudra disse ter perpetrado o atentado para se vingar da morte de muçulmanos nas mãos dos Estados Unidos e seus aliados no Afeganistão e na Palestina.

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