Pedido de advogado interrompe audiência de Manning

O advogado civil de Bradley Manning, o soldado do Exército norte-americano acusado de vazar informações confidenciais para o site WikiLeaks, pediu ao oficial que presidia a audiência prejulgamento do militar que deixasse o caso. O tenente-coronel do Exército Paul Almanza pediu um recesso de 30 minutos durante os procedimentos desta sexta-feira para avaliar o pedido.

AE, Agência Estado

16 de dezembro de 2011 | 14h17

O advogado David Coombs citou quatro razões para a saída de Almanza. A principal delas é a atuação do militar como promotor do Departamento de Justiça, que conduz uma investigação criminal contra o fundador e editor-chefe do WikiLeaks, Julian Assange.

A audiência vai determinar se Manning será enviado ou não para a corte marcial.

Vestindo seu uniforme camuflado, Manning fez sua primeira aparição pública desde 20 de abril, quando foi detido. O caso atraiu atenção internacional. Partidários do soldado o consideram um ativista contra a guerra e um herói, que ajudou a expor os erros dos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão. Para outros ele é um vilão, até mesmo um traidor, que traiu seu juramento de lealdade ao deliberadamente divulgar segredos do governo.

Se o caso for a julgamento e ele for condenado, Manning pode pegar prisão perpétua. O governo afirmou que não vai pedir pena de morte para o soldado. As informações são da Associated Press.

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