Pedido de extradição de Fujimori ainda não foi traduzido

O pedido ao Japão de extradição do ex-presidente Alberto Fujimori não foi traduzido para o japonês porque o tradutor que deveria executar o trabalho desistiu da missão, segundo o jornal El Comercio. Segundo a reportagem, o volumoso pedido de 700 páginas, contendo testemunhos e outras supostas evidências que acusam Fujimori no caso de dois massacres, nem sequer começou a ser traduzido. O tradutor que havia sido designado para o trabalho, Alberto Matsumoto, disse a El Comercio que nunca chegou a assinar um contrato, nem tampouco a receber o material que deveria traduzir, pelo qual receberia US$ 30 mil. Segundo o jornal, a tradutora substituta poderia demorar cerca de nove meses para concluir a tradução. Fujimori se refugiou no Japão em novembro de 2000, após um escândalo de corrupção que envolveu o ex-chefe do serviço de inteligência e homem de confiança de seu governo, Vladimiro Montesinos, atualmente na prisão. O ex-mandatário se ampara na nacionalidade japonesa que lhe foi concedida pelo governo nipônico, e que impediria sua extradição, uma vez que as leis japonesas proíbem a extradição de seus cidadãos. No entanto, o Peru preparou um extenso pedido de extradição, com a esperança de que o suposto delito de lesa humanidade em que se sustenta provoque a reavaliação do caso pelas autoridades japonesas. Fujimori rejeita as acusações e as qualifica como parte de uma campanha política contra ele.

Agencia Estado,

02 Dezembro 2002 | 12h51

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.