Pedido de verba extra para o Iraque sofre ataque no Senado

Senadores críticos da política do presidente George W. Bush para o Iraque afirmam que o pedido da administração, de bilhões de dólares a mais para o pós-guerra, prova que o governo calculou muito mal o custo da missão. Numa audiência do Comitê de Serviços Armados do Senado, o senador democrata Carl Levin lembrou que a administração havia repudiado estimativas feitas antes da guerra, de que o conflito no Iraque poderia custar entre US$ 100 bilhões e US$ 200 bilhões. A administração Bush está pedindo agora mais US$ 87 bilhões, além dos US$ 79 bilhões já aprovados.Dirigindo-se ao subsecretário da Defesa Paul Wolfowitz, Levin recordou: "Você disse ao Congresso em março que ´estamos lidando com um país que pode realmente financiar sua reconstrução e relativamente em breve´".O senador John McCain, do mesmo partido de Bush, disse que a administração "claramente subestimou o tamanho do desafio que iríamos enfrentar", como a resistência às forças dos EUA e a deterioração da infra-estrutura iraquiana.Wolfowitz argumentou que antes da guerra, "ninguém tentou prever o futuro. Ninguém disse que sabíamos qualquer outra coisa que não fosse que seria muito sangrento, poderia ser muito longo e, em conseqüência, poderia ser muito caro". O presidente do comitê, o senador republicano John Warner, defendeu a forma como a administração está manejando a guerra. "Tudo ocorreu como previsto? Todos sabemos que não. Mas quando na história uma operação dessa magnitude ocorreu exatamente como planejado?" afirmou.

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