Aaron Chown/Pool via REUTERS
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Pedidos de europeus para viver no Reino Unido após o Brexit chegam a 1,8 milhão

Saída do Reino Unido do bloco até 31 de outubro mesmo sem acordo preocupa europeus do continente que vivem no país

Redação, O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2019 | 15h50

LONDRES - Ao menos 1,8 milhão de europeus pediram para permanecer no Reino Unido após o Brexit, de acordo com estatísticas divulgadas pelo governo britânico nesta quarta-feira (9). 

O aumento no número de pedidos revela uma preocupação com a possibilidade de um Brexit sem acordo, na opinião de Nicholas Hatton, fundador da The3Million, uma associação que defende os interesses dos 3,3 milhões de cidadãos europeus residentes no país. "Quando as pessoas estão assustadas, elas se preocupam e tentam garantir seu status", explicou.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, insiste em que seu país deixará a UE até 31 de outubro - com, ou sem acordo -, apesar das temidas consequências econômicas e sociais da última opção. No caso de um Brexit sem acordo, os cidadãos dos outros 27 países da UE têm até 31 de dezembro de 2020 para enviar seu pedido de permanência no Reino Unido.

Mais de 1,5 milhão de candidatos já tiveram seus pedidos aceitos. Destes, 61% receberam o status de "residente permanente", no caso de viverem no país há cinco anos, ou mais, enquanto 38% foram para os europeus instalados no Reino Unido por menos tempo. Poloneses (347 mil), romenos (280 mil) e italianos (200 mil) lideram a lista de solicitações. 

Hatton questionou sobre as consequências para as pessoas que não o fizerem o pedido até 31 de outubro.  "Vamos ter centenas de milhares de pessoas sem documentos em 1º de janeiro de 2021?", perguntou, especialmente preocupado com os idosos. "Alguns não sabem o que devem fazer, estão em asilos, ou são pessoas doentes. E, com o Brexit, isso pode influenciar os tratamentos médicos que recebem", conclui./ AFP

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