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Pedófilo belga preso em 1996 queria criar 'cidade subterrânea de meninas sequestradas'

Marc Dutroux foi condenado à prisão perpétua pelo sequestro e estupro de 6 meninas e morte de 4 delas; ex-advogado conta conversa em que cliente afirmou querer 'sequestrar muitas crianças'

O Estado de S. Paulo

09 de março de 2016 | 10h17

BRUXELAS - O pedófilo e assassino belga Marc Dutroux, hoje com 59 anos, queria criar uma "cidade subterrânea de crianças sequestradas", revelou nesta quarta-feira, 9, seu antigo advogado Julien Pierre em entrevista ao jornal Le Soir sobre o fato que abalou o país nos anos 90.

Dutroux, que recebeu o apelido de "inimigo público número um" da Bélgica, foi preso em 1996 e condenado em 2004 à prisão perpétua sem atenuantes pelo sequestro e estupro de seis meninas e jovens de entre 8 e 19 anos, e assassinato de quatro delas. Ele continua cumprindo pena.

A ex-mulher dele foi condenada por ter participado do sequestro de várias vítimas e ter deixado duas delas - Julie e Melissa -, de 8 anos, morrerem de fome após ficarem fechadas em um esconderijo subterrâneo na casa do casal em Charleroi, no sul do país. 

Dois dias após a prisão de Dutroux, duas adolescentes, Laetitia Delhez e Sabine Dardenne, foram encontradas vivas no porão de uma casa em Marcinelle, perto de Charleroi. Semanas depois, os corpos de Julie e Melissa, sequestradas em 1995, foram encontrados em outra propriedade do criminoso. 

De acordo com Pierre, uma vez ele perguntou ao cliente porque havia escolhido aquela casa e a região de Charleroi. Dutroux explicou que lá "há e havia muitos túneis e minas" e sua ideia era "sequestrar muitas crianças e criá-las no subsolo, nas galerias da mina, uma espécie de cidade subterrânea onde reinaria o bem, a harmonia e a segurança".

"Foi impressionante escutar Dutroux dizer isso. Creio que realmente seja um psicopata. Sei disso melhor do que qualquer psquiatra", afirmou o ex-advogado ao jornal. /AFP e EFE

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