Sergio Perez / Reuters
Sergio Perez / Reuters

Pedro Sanchez perde 1ª votação e negocia apoio do Podemos para formar governo

Nova votação deve ser realizada na quinta-feira, 25, na qual Sánchez espera contar com o apoio da legenda de esquerda

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2019 | 16h37

MADRI -  O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, não conseguiu obter nesta terça-feira,23,  o apoio do Congresso dos Deputados para exercer um novo mandato como  premiê. Na votação realizada na Câmara, Sánchez, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE)  obteve 124 votos a favor, frente a 170 negativos e 52 abstenções. Uma nova votação deve ser realizada na quinta-feira, 25, na qual Sánchez espera contar com o apoio da legenda de esquerda Podemos para formar o governo. 

Sánchez só conseguiu somar aos 123 deputados eleitos do PSOE o apoio do único legislador de um pequeno partido regionalista da região da Cantábria, no norte da Espanha. Por outro lado, os votos negativos virem do bloco de direita (Partido Popular, Ciudadanos e Vox) assim como dos partidos independentistas catalães ERC e JxCat e de outras legendas menores do setor conservador.

Entre os abstencionistas ficaram o Podemos e outros partidos nacionalistas, como o Partido Nacionalista Basco. As esperanças de Sánchez estão em conseguir, antes da quinta-feira, um final feliz nas negociações que seu partido mantém com o Podemos.

Além disso, vários pequenos partidos que hoje se abstiveram tinham assinalado que não bloqueariam Sánchez se o líder socialista conseguisse fechar um acordo para um governo de coalizão com o Podemos.

Analistas consideram que a decisão do Podemos de não votar contra Sánchez e abster-se representa um gesto positivo para a continuação dessas negociações.

Nesse sentido, a vice-presidente do governo interino, Carmen Calvo, confirmou antes da votação que o PSOE tinha aceitado que uma futura vice-presidência do governo fosse para a "segunda em comando" do Podemos, Irene Montero.

Além disso, os socialistas convocaram para amanhã uma reunião da sua Executiva, na qual previsivelmente será discutido o andamento das negociações para referendar um acordo.

Os socialistas manterão até o "último minuto" as negociações, segundo destacou Calvo antes da votação em entrevista à imprensa. / EFE 

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