Kiko Huesca / AFP
Kiko Huesca / AFP

Pedro Sánchez recebe do rei da Espanha missão de formar governo

Após anúncio, líder interino afirma que ele e PSOE farão contatos com os partidos presentes no Congresso para negociar a formação de uma maioria parlamentar

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2019 | 08h43

MADRI - O rei da Espanha, Felipe VI, designou na quarta-feira, 12, o líder interino do governo, Pedro Sánchez, como candidato a formar um governo efetivo, apesar de o partido do político, o PSOE, ainda não ter obtido a maioria parlamentar necessária.

“É uma tarefa que assumo com honra, com responsabilidade”, disse Sánchez a jornalistas, acrescentando que “os espanhóis estão cansados de choques e brigas” e que a “Espanha precisa de um período de estabilidade”.

A presidente do Congresso, Meritxell Batet, anunciou a decisão do monarca em um pronunciamento à imprensa, mas não detalhou quando poderá ser realizada a moção de posse no Congresso.

Negociações

Sánchez afirmou que na segunda-feira ele e o PSOE farão uma rodada de contatos com todos os partidos presentes no Congresso para negociar a formação de uma maioria parlamentar que viabilize um novo governo.

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Ele não deu detalhes sobre as negociações feitas até agora porque “precisam ser suficientemente discretas para que possamos alcançar um acordo”.

Em pronunciamento no Palácio de la Moncloa, Sánchez disse que "não há alternativa possível" à luz dos resultados das eleições gerais de 10 de novembro, e por isso cobrou que os demais partidos "assumam suas responsabilidades" para que o país possa ter um governo "o quanto antes".

"A Espanha necessita de um período de estabilidade. A opção é governo ou desgoverno", afirmou.

Governo interino

A Espanha tem desde abril um governo interino, dentro de um longo período de turbulência política que fez com que o país tivesse quatro eleições em quatro anos.

Em 12 de novembro, Sánchez pactuou um governo de coalizão com a frente de esquerda Unidas Podemos (UP), mas os dois juntos têm 155 dos 350 assentos do Congresso e, por isso, precisam conseguir mais apoios para ter a maioria parlamentar. / EFE e AFP

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