Pela Internet, Al-Qaeda assume autoria de atentados no Quênia

Uma suposta declaração da rede Al-Qaeda divulgada hoje na Internet afirma que o grupo islâmico cometeu os atentados da semana passada contra um hotel e um avião israelenses em Mombasa, no Quênia. "Os combatentes da Al-Qaeda retornaram ao mesmo lugar onde a coalizão dos cruzados e dos judeus foi atingida quatro anos atrás", afirmou a declaração, referindo-se aos atentados contra as embaixadas dos Estados Unidos em Nairóbi, Quênia, e Dar es-Salaam, Tanzânia, que deixaram 224 mortos. A autenticidade da declaração, divulgada em uma página islâmica, não pôde ser confirmada. O ataque suicida contra um hotel em Mombasa deixou 16 mortos - entre eles 3 turistas israelenses -, mas os dois mísseis lançados contra um avião da companhia Arkia errou o alvo. Os mísseis terra-ar usados contra o Boeing 757 provavelmente pertenciam ao mesmo lote dos usados pela Al-Qaeda em um ataque contra aviões dos EUA na Arábia Saudita, informaram fontes do Pentágono. Os números de série encontrados nos lança-foguetes Strela SA-7 usados no frustrado ataque são próximos dos encontrados meses atrás na base militar americana Prince Sultan. O sudanês Abu Huzifa, membro da Al-Qaeda, admitiu ter disparado mísseis contra um avião dos EUA que decolara da base. A polícia do Quênia anunciou hoje que estudará o pedido de Israel para analisar algumas das provas recuperadas após os atentados. Israel havia reclamado que o Quênia não tem as instalações adequadas nem a experiência necessária para realizar a investigação. A polícia queniana teve sérias divergências com Israel sobre o controle e manejo das evidências. Mas os governos dos dois países negaram que haja tensões entre eles sobre as investigações.

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