Pela primeira vez desde 2009, polícia reprime manifestação no Irã

Forças de segurança lançam gás lacrimogêneo para dispersar protesto pacífico na capital

Reuters

14 de fevereiro de 2011 | 14h36

Manifestantes fogem da polícia em Teerã. Foto: Efe/Reprodução

TEERÃ - As forças de segurança do Irã tiveram de usar bombas de gás lacrimogêneo nesta segunda-feira, 14, para conter a marcha de milhares de pessoas que se manifestam em solidariedade às revoltas no Egito e na Tunísia. A realização do ato não havia sido autorizada pelo governo.

 

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"Há milhares de pessoas marchando. Ninguém estava gritando, e as forças de segurança lançaram o gás para dispersar todos", disse uma testemunha. A manifestação ocorre perto da praça do imã Hussein.

 

As forças policiais foram destacadas para patrulhar as ruas de Teerã nesta segunda. Enfrentamentos menores foram registrados em alguns pontos da capital e os serviços telefônicos foram suspensos nas zonas dos protestos. Centenas de manifestantes também se reuniram na cidade central de Isfahan, segundo testemunhas.

 

O Líder Supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, descreveu os levantes no Egito e na Tunísia como um "despertar islâmico" comparável à revolução iraniana de 1979 que depôs o xá, apoiado pelos EUA. Nos dois países, os presidentes, considerados ditadores, foram derrubados.

 

Mas a oposição iraniana, que já havia saído as ruas após as eleições presidenciais em junho de 2009, vê os levantes como sendo mais semelhantes a seus protestos há quase dois anos. Os opositores afirmam que o pleito foi fraudada em favor do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

 

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* Devido à proibição do governo iraniano, as agências de notícias não podem tirar fotos dos protestos

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