Pau Barrena/AFP
Pau Barrena/AFP

Pela primeira vez desde o início da pandemia, Espanha não registra mortes por coronavírus

País foi um dos mais atingidos na Europa; isolamento começa a ser afrouxado

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2020 | 17h25

A Espanha não registrou novas mortes por coronavírus nas últimas 24 horas, pela primeira vez desde que começou a contabilizar óbitos no início de março, anunciou nesta segunda-feira, 1, um porta-voz de saúde do governo.

"Hoje não recebemos dados de óbitos de ontem, o que ém algo muito, muito favorável", indicou em coletiva de imprensa Fernando Simón, diretor do centro de emergências do Ministério da Saúde.

A Espanha relatava novos mortos todos os dias desde que detectou sua primeira morte por  covid-19 em 3 de março, um homem que na realidade havia morrido em 13 de fevereiro mas teve a doença detectada com um exame retrospectivo.

O país, um dos mais atingidos pela pandemia, possui 27.127 mortos e 239.638 casos notificados, segundo o balanço do Ministério da Saúde desta segunda-feira.

Simón afirmou que a Espanha passou "a ter uma detecção dos casos muito boa", alegando que leva 48 horas desde o momento em que uma pessoa apresenta os sintomas até o diagnóstico da doença.

"Isso nos dá uma oportunidade muito importante na hora de detectar os novos casos e possíveis surtos", disse Simón.

A Espanha realizou mais de 4 milhões de testes de diagnóstico da covid-19, incluindo testes virológicos de PCR e testes rápidos, dos quais mais de meio milhão foram feitos na última semana, de acordo com o Ministério da Saúde.

De qualquer forma, Simón pediu "cuidado" para evitar rebotes, alertando contra grandes reuniões que ainda não são permitidas, como uma festa que reuniu milhares de jovens no sábado à noite na cidade de Tomelloso, Castilla-La Mancha (centro).

Depois de controlar a epidemia, a Espanha começou há algumas semanas a levantar o confinamento de sua população, em vigor desde 14 de março, em um processo gradual que o governo espera que seja concluído até 1 de julho. /AFP

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