Pela primeira vez, Índia tem premier da etnia sikh

Manmohan Singh, o arquiteto das reformas econômicas da Índia e um respeitado construtor de consensos, foi nomeado primeiro-ministro do país, pondo fim a semanas de tumulto político que culminaram com a recusa de Sonia Gandhi, líder do Partido do Congresso, em assumir o posto. ?Tenho a satisfação de informar que o presidente me convidou a formar o próximo governo?, disse Singh a repórteres depois de deixar o palácio presidencial. Sonia Gandhi o acompanhava e parecia tranqüila, rindo das perguntas dos jornalistas. Os sorrisos contrastavam com o fato de o Partido do Congresso ter mergulhado numa crise no momento em que deveria estar desfrutando da glória de sua vitória nas eleições parlamentares. A crise foi gerada pelo fato de a líder da agremiação e escolha natural para o posto de chefe de governo, Sonia Gandhi, ter enfrentado fortes resistências em meio a setores nacionalistas da política e da sociedade indiana. Sonia é italiana de nascimento. Singh será o primeiro líder sikh da Índia, país de maioria hindu, desde a independência em 1947. Sonia Gandhi, porém, provavelmente será o verdadeiro poder por trás do governo. Singh logo tratou de acalmar os mercados, que no início da semana caíram ante o temor de que Sonia Gandhi viesse a chefiar um governo instável, baseado no apoio dos comunistas e atacado pelos nacionalistas que se recusam a aceitá-la. ?As reformas econômicas com uma face humana continuarão... Nosso governo reconhece a importância de um mercado de capitais saudável. Não há razão para pânico?, disse o novo primeiro-ministro.

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