Farshad Usyan/AFP
Farshad Usyan/AFP

Ataque do Taleban deixa ao menos 140 mortos no Afeganistão

Segundo fontes, os agressores entraram na sede e atiraram nos soldados desarmados que deixavam uma mesquita após orações

O Estado de S.Paulo

22 Abril 2017 | 04h37
Atualizado 22 Abril 2017 | 18h08

CABUL – Ao menos 140 soldados afegãos morreram em um ataque de terroristas do grupo Taleban neste sábado, 22, disfarçados em uniformes militares, segundo oficiais do Exército. Se o balanço for confirmado, esse será o maior atentado já registrado em uma base militar no Afeganistão.

O ataque ocorreu na cidade de Mazar-i-Sharif, no norte do país. O número de mortos pode ser ainda maior, além de haver dezenas de feridos. Os oficiais que confirmaram as informações falaram sob condição de anonimato à agência de notícias Reuters. O governo, por enquanto, divulgou apenas que há “mais de 100 mortos ou feridos”.

O presidente afegão, Ashraf Ghani, visitou o local nesta manhã e, em comunicado, qualificou o atentado como uma “ação covarde de infiéis”.

Segundo fontes, 10 membros do Taleban, em roupas e viaturas do Exército afegão, entraram na sede e atiraram nos soldados desarmados que deixavam uma mesquita após orações. Eles usaram granadas e rifles, e alguns detonaram coletes suicidas com explosivos.

O Taleban reivindicou a autoria do ataque e, em e-mail distribuído por um porta-voz, disse que se tratou de uma retaliação pelo assassinato recente de vários líderes do grupo no norte do país. O comando militar dos EUA no Afeganistão confirmou que um bombardeio aéreo matou um chefe taleban, Quari Tayib, na segunda-feira 17. 

A base é a sede do 209.º Corpo do Exército Nacional Afegão, responsável por grande parte do norte do Afeganistão, incluindo Kunduz, uma província que tem presenciado ​​combates violentos.

As forças da Alemanha, que vêm comandando a missão na região, informaram que irão suspender ações por um ou dois dias, enquanto o governo investiga o ataque. / AFP, EFE, AP e REUTERS

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