Pelo menos 137 morrem em confronto entre milícias na República Centro-Africana

Segundo a Cruz Vermelha, a maior parte das vítimas é formada por civis.  

O Estado de S.Paulo

12 Maio 2017 | 04h21

BANGUI - Pelo menos 137 pessoas morreram em Basse-kotto, no sul da República Centro-Africana em confrontos entre milícias esta semana, informaram nesta sexta-feira 12, meios de comunicação local. 

Rebeldes da União para a Paz na República Centro-Africana (UPC) e membros da milícia cristã anti-Balaka protagonizaram na terça e na quarta duros combates que fizeram três mil pessoas refugiar-se em uma igreja na região.

Alguns pessoas fugiram de suas casas e cruzaram a fronteira para buscar refúgio na vizinha República Democrática do Congo (RDC). Segundo a Cruz Vermelha, a maior parte das vítimas é formada por civis.  

Os combates ocorrem na mesma semana em que um ataque das milícias anti-Balaka a membros da Missão da ONU no país (MINUSCA) provocou a morte de cinco soldados. 

A República Centro-Africana vive um processo complicado de transição desde 2013 quando os ex-rebeldes da coalizão Séléka, de maioria muçulmana, derrotaram o presidente François Bozizé, provocando uma onda de violência sectária entre muçulmanos e cristãos que causou milhares de mortos e obrigou cerca de um milhão de pessoas a abandonar seus lares. 

A eleição de Faustin Archange Touadéra como novo presidente em fevereiro de 2016 deveria abrir uma nova fase para o país que, apesar disso, ainda tem muitos problemas para controlar grupos rebeldes em regiões distantes da capital, Bangui. / EFE 

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