Pelo menos 14 mortos em bombardeio a bairro de Bagdá

Dois mísseis de cruzeiro atingiram uma área residencial de Bagdá, matando pelo menos 14 civis, disseram autoridades iraquianas. Foi o maior relato de morte de civis desde que a campanha de bombardeio dos Estados Unidos começou, há uma semana.Trinta outras pessoas ficaram feridas no ataque, que ocorreu por volta do meio-dia no populoso bairro residencial de Al-Shaab, no norte de Bagdá. A área abriga casas e cerca de 30 lojas, a maioria restaurantes e oficinas de carros.Imagens da Associated Press Television News mostraram uma grande cratera na rua, um edifício desmoronado, carros destruídos e corpos dentro de sacos de plástico na traseira de uma picape.A rede de água foi rompida e ruas, inundadas. Postes foram derrubados, árvores foram arrancadas e alguns carros capotaram.Chamas tomaram lojas e casas. Moradores usavam baldes de água para combater os incêndios enquanto mulheres vestidas com chador corriam pelas ruas, puxando crianças pela mão.Centenas de pessoas concentraram-se em frente a um mercado que foi atingido. Muitos expressavam revolta."Isso é barbarismo!", gritou Adnan Saleh Barseem. "É prova de que a agressão deles está desmoronando".Moradores de casas afetadas começaram a gritar: "Oh, Saddam, sacrificamos nossa alma e sangue por você".O tenente-coronel Hamad Abdullah, chefe da defesa civil na área, disse que pelo menos 14 pessoas morreram e 30 ficaram feridas. Dezessete carros foram destruídos, acrescentou.Num entrevista em Catar, o general americano Vincent Brooks disse não poder confirmar se foram mísseis dos EUA que atingiram o bairro. "Não temos um relato que corrobore isso, portanto não posso confirmar", explicou. "Fazemos todo o possível, física e cientificamente, para sermos precisos em nossos alvos".O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, reagindo às notícias da morte de civis em Bagdá, disse que ele estava "ficando cada vez mais preocupado com as baixas humanitárias nesse conflito"."Gostaria de lembrar a todos os beligerantes que eles devem respeitar a lei humanitária internacional e tomar todas as medidas necessárias para proteger civis", acrescentou. Veja o especial :

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