HERIKA MARTINEZ/AFP
HERIKA MARTINEZ/AFP

Pelo menos 14 pessoas são mortas em Ciudad Juárez, no México

A cidade que sofre com a violência ligada ao narcotráfico, vinha apresentando um declínio nos homicídios nos últimos anos

Agence France-Presse

24 de junho de 2018 | 01h33

CIUDAD JUÁREZ - Pelo menos 14 pessoas foram mortas neste sábado, 23, em três incidentes na cidade de Juarez, no norte do México, na fronteira com os Estados Unidos, que no início desta década foi uma das mais atingidas pela violência ligada ao narcotráfico. 

Um dos incidentes ocorreu na parte sul da cidade, onde oito homens que estavam reunidos assistindo ao jogo de futebol entre o México e a Coreia do Sul, pela Copa do Mundo da Rússia de 2018, foram atacados por homens armados que mataram seis deles, deixando dois feridos, informou a secretaria de segurança local.

"Homens armados com rifles e pistolas ... surpreenderam essas pessoas enquanto ingeriam bebidas alcoólicas", disseram as autoridades. 

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Quase simultaneamente, em um bairro central, cinco homens reunidos em um salão de cabeleireiro local para assistir ao jogo de futebol foram mortos por indivíduos que chegaram a bordo de uma van azul, disseram testemunhas. 

Horas antes, durante a madrugada, outras três pessoas foram retiradas de uma festa em um bairro na periferia da cidade e executadas a tiros pelos supostos assassinos.

 

Com esses crimes, o número de pessoas mortas durante o mês de junho em Ciudad Juarez sobe para 128, 13 das quais são mulheres, segundo relatos da mídia local. 

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Após um declínio contínuo nos homicídios nos últimos anos, o estado de Chihuahua retornou a níveis muito altos de violência. Em 2017, os assassinatos no estado chegaram a 2.004, segundo dados oficiais. 

Em cidades como Ciudad Juarez, 80% dos homicídios estão ligados ao tráfico de drogas para os Estados Unidos, a posse de armas e o crime organizado, de acordo com dados do governo. 

Mais de 200 mil pessoas foram assassinadas no México desde que o governo lançou uma controvertida ofensiva antidroga no final de 2006, de acordo com cifras oficiais que não especificam quantas dessas vítimas estão relacionadas ao crime organizado. /AFP

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