Pelo menos 30 civis morrem nas últimas 24 horas na Somália

Insurgentes atacam bases do governo e onda de violência deixa ao menos 60 pessoas feridas desde segunda-feira

Associated Press,

14 de agosto de 2007 | 08h51

Lutas na capital da Somália, Mogadiscio, deixaram pelo menos 30 civis mortos e outros 60 feridos nas últimas 24 horas, segundo informações de um grupo de direitos humanos divulgadas nesta terça-feira, 14.   Os confrontos começaram na segunda-feira, quando insurgentes atacaram bases do governo, disse Sudan Ali Ahmed, presidente da organização Centro Elman para a Paz e os Direitos Humanos, um grupo Somali independente.   A organização chegou ao número de mortos por meio de contato com hospitais e suas próprias avaliações pela cidade.   Tropas etíopes, que estão em Mogadiscio para proteger o frágil governo da Somália, abriram fogo depois de um ataque com bomba nos arredores da base.   A explosão foi seguida de um atentado contra um microônibus, ataques com granadas e luta armada contra policiais, segundo confirmaram testemunhas e autoridades.   Milhares de civis já foram mortos e dezenas de milhares de moradores fugiram da violência em Mogadiscio. "Nenhuma das partes tem tomado - como exige a lei internacional - todas as precauções possíveis para poupar a população civil dos efeitos de ataques", afirmou num relatório de 113 páginas, intitulado "Bombardeios Chocantes: Civis Sob Sítio em Mogadiscio", divulgado pela Human Rights Watch, baseado em Nova York.   "Existe forte evidência de que é intencional o bombardeio indiscriminado por forças etíopes de bairros povoados", diz o estudo. "Comandantes que consciente ou irresponsavelmente ordenam ataques indiscriminados são responsáveis por crimes de guerra".   A Somália não tem um governo central estável desde 1991, quando senhores da guerra derrubaram o ditador Mohamed Siad Barre e depois se voltaram uns contra os outros. Um governo apoiado pela ONU foi formado em 2004, mas nunca desfrutou verdadeiro controle sobre o país.   As tropas da Etiópia tem tentado ajudar o governo somali a impor ordem no país. Autoridades somalis lamentam a violência mas responsabilizam insurgentes "terroristas", que, segundo elas, têm de ser eliminados para que haja paz em Mogadiscio.

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