Pelo menos 35 civis morrem em novo atentado no Afeganistão

Número de mortos nos últimos dois dias sobe para 135; militares canadenses eram alvo do ataque desta segunda

Agências internacionais,

18 de fevereiro de 2008 | 08h49

Um atentado suicida com carro-bomba contra um comboio militar canadense num movimentado mercado no sul do Afeganistão matou 35 civis, informou um policial. O ataque ocorre um dia depois do mais mortífero atentado a bomba no Afeganistão desde a invasão americana de 2001. Mais de 100 pessoas foram mortas num ataque suicida a bomba nos arredores da cidade de Kandahar no domingo, 17. Pelo menos 28 pessoas ficaram feridas no ataque desta segunda-feira em Spin Boldak, uma cidade da província de Kandahar perto da fronteira com o Paquistão, disse o chefe da polícia fronteiriça de Spin Boldak, Abdul Razeq. Dois soldados canadenses estão entre os feridos.  Com o aumento do número de mortos no atentado de domingo, já são 135 mortos nos últimos dois dias na nova onda de violência que atinge o país. O ataque do final de semana supera, em número de mortes, um atentado de novembro em Baghlan, no norte do país, que matou 70 pessoas, incluindo 6 parlamentares e dezenas de estudantes - até agora, considerado o mais sangrento desde a queda do Taleban. Em 2007, ano mais violento desde a invasão da coalizão militar liderada pelos EUA logo após os ataques de 11 de Setembro, os taleban foram responsabilizados por mais de 140 atentados em todo o país.  Segundo o governador da província de Kandahar, Assadullah Khalid, pelo menos 80 cadáveres foram transferidos para hospitais da capital da região, enquanto mais de 20 corpos foram transportados diretamente para casa dos familiares das vítimas. No pior ataque no Afeganistão desde a queda do regime do Taleban, em 2001, um suicida aproveitou a aglomeração de centenas de aldeões em uma rinha de briga de cães ao ar livre, nas proximidades da cidade de Kandahar, sul do país. De acordo com testemunhas, um homem-bomba infiltrou-se na multidão que assistia à luta e detonou os explosivos que levava junto ao corpo. As mesmas testemunhas indicaram que, após a explosão, guarda-costas de Abdul Hakim Khan, ex-chefe de polícia da Província de Kandahar, abriram fogo em meio à aglomeração - dando a entender que algumas das mortes foram causadas pelo tiroteio. Hakim Khan, que combateu o Taleban na província, está entre os mortos do atentado.

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