Rodrigo Haro/Presidência do Equador/AFP
Rodrigo Haro/Presidência do Equador/AFP

Pelo menos 40% dos pacientes com coronavírus violaram o isolamento no Equador, diz Moreno

Dado refere-se ao período em que havia cerca 1,3 mil casos confirmados no país; governo faz uso de uma plataforma tecnológica para monitorar os pacientes

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2020 | 04h49

QUITO - Pelo menos 40% dos infectados com o novo coronavírus no Equador não cumpriram o isolamento obrigatório, disse o presidente Lenín Moreno, na sexta-feira, 3, com base no uso de uma plataforma tecnológica para monitorar os pacientes. O dado refere-se ao período em que havia cerca 1,3 mil casos confirmados no país.

"São pessoas inconscientes em alguns casos e irresponsáveis ​​em outros que, apesar de terem testado positivo nos exames médicos ou são suspeitos de terem coronavírus, se movimentam, saem de casa, não cumprem a quarentena", lamentou Moreno.

Depois de apresentar um mapa digital no qual ele mostrava as áreas pelas quais os infectados haviam passado, o presidente equatoriano ordenou "o uso dessa ferramenta e a implementação de medidas e controle que impeçam a livre circulação de quem é portador do vírus".

Sem fornecer detalhes sobre o mecanismo de vigilância, a Secretaria-Geral de Comunicação indicou que é uma ferramenta tecnológica de "uso exclusivo" do governo que permitirá "saber se pessoas com coronavírus violam o isolamento obrigatório".

No Equador, há 3.368 casos de coronavírus, incluindo 145 mortes. A província de Guayas, onde fica Guayaquil, é a mais afetada, com 70% de infecções e mais da metade dos mortos.

Diante da pandemia, o governo equatoriano declarou estado de emergência, emergência sanitária, suspensão do trabalho presencial e em sala de aula, confinamento de pessoas, restrição de veículos e fechamento de fronteiras. Também ordenou a militarização de Guayas e determinou um toque de recolher de 15 horas. / AFP

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