Pelo menos 43 já morreram em combates na Somália

Tropas do governo combateminsurgentes islâmicos desde quarta-feira; habitantes de Mogadiscio estão fugindo

Associated Press,

11 de março de 2010 | 12h14

 

Tropas do governo recebem ajuda das forças da União Africana. Feisal Omar/Reuters

 

MOGADISCIO - Os enfrentamentos entre insurgentes islâmicos e as tropas do governo da Somália deixaram ao menos 43 mortos nos últimos dois dias, informaram nesta quinta-feira, 11, funcionários do governo Somali.

 

Ali Muse, chefe do serviço de ambulâncias de Mogadiscio, disse ter visto 40 corpos estirados nas ruas durante os dois dias de combates. Ele também viu cerca de 150 feridos, sendo a maioria civis. "O combate foi ainda mais pesado que o de quarta-feira. Nossa ambulâncias às vezes passam no meio do tiroteio. Nosso pessoal passa por ruas perigosas e tem que desviar dos tiros e dos morteiros. Às vezes levamos horas para levar os feridos para os hospitais e por causa disso eles sangram até morrer", disse Muse. Abdi Mahad, médico do Hospital Medina, afirmou que três feridos levados ao centro morreram.

 

"Um morteiro acertou uma casa próxima da minha. Dá para ouvir os vizinhos chorando, mas não sabemos se há mortes. Não temos para onde fugir", disse Sahra Haji Abdulle, uma moradora de Mogadiscio.

 

As forças de paz da União Africana intervieram no combate com os insurgentes. Os rebeldes avançaram pela capital e se aproximaram do palácio presidencial, mas foram repelidos por tanques de guerra da União, segundo testemunhas locais.

 

O governo tem o apoio de 5,300 soldados da União Africana, que contam com tanques e outros equipamentos. Os insurgentes usam atiradores de elite e morteiros para repelir as fracas e mal treinadas tropas nacionais.

 

Os insurgentes, as tropas do governo e os soldados da União foram criticados por grupos de direitos humanos por atirar indiscriminadamente contra os somalis. "Os rebeldes lançaram o ataque e tivemos que nos defender. Nós os cercamos e matamos vários deles", disse Mohamed Siyad, ministro da Defesa, argumentando a favor dos combates.

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