Pelo menos 5 mil mortos em terremoto no Irã

Pelo menos 5 mil pessoas foram mortas e outras 30 mil ficaram feridas no terremoto que devastou a cidade de Bam, no sul do Irã, hoje pela manhã, de acordo com o governador da região. O tremor, de 6,7 pontos na escala Richter, atingiu a cidade por volta das 5h30 (horário local), destruiu prédios, danificou severamente a rede elétrica e destruiu o sistema de condução de água. "O terremoto sacudiu a cidade enquanto a maioria das pessoas dormia, ocontribuindo para aumentar bastante o número de vítimas", disse o legislador Hasan Khoshrou. O presidente Mohammad Katami exortou os cidadãos do país a ajudar as vítimas do terremoto, qualificando-o uma "tragédia nacional". O governo iraniano declarou luto oficial de três dias. De acordo com relatos, uma fortaleza de 2000 anos que ficava próxima à cidade - uma de suas principais atrações turísticas, - foi destruída, incluindo as antigas cavernas de argila. A cidade havia sido declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco.Foram enviados à região helicópteros com ajuda humanitária, de acordo com a Agência de Notícias da República Islâmica. "Estamos fazendo o possível para resgatar os feridos e desenterrar os corpos que ficaram soterrados", disse o governador da província de Kerman, Mohammad Ali Karimi.Autoridades de Bam lançaram um pedido para doações de sangue, que foi prontamente atendido pela população. Em Teerã, havia 650 pessoas na fila de espera do hospital para doação, segundo a TV iraniana. Ainda, foram criadas contas bancárias para doações em dinheiro e as autoridades da província de Fars criaram um fundo para receber cobertores e alimentos não perecíveis, além de pedir aos homens com menos de 25 anos que fossem à Bam ajudar nos esforços de resgate.Karimi pediu para que as pessoas ficassem em casa e esperassem pelo restabelecimento do sistema telefônico e pudessem, assim, localizar seus parentes, temendo que o imenso fluxo de carros para a cidade pudesse retardar a ação de grupos de resgate.O presidente Khatami enviou suas condolências às vítimas e despachou os ministros do Interior e dos Transportes para Kerman a fim de ajudar os sobreviventes. Em uma de suas declarações que foram ao ar pela TV, Khatami disse, por telefone, que "se Deus quiser, vamos nos esforçar ainda mais para atender às necessidades deles [das vítimas]".Contudo, muitos sobreviventes estavam reclamando da falta de ajuda externa. Apesar de anúncios no rádio sobre a chegada de auxílio, até o anoitecer de hoje (horário local) nenhum grupo de ajuda foi visto na cidade.

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