Pelo menos 57 mortos em ataques de Israel; destruído último acesso ao sul do Líbano

Ao menos 57 pessoas morreram em diversos bombardeios israelenses contra posições do Hezbollah e da infra-estrutura do Líbano nesta segunda-feira, no dia com maior número de baixas entre os libaneses desde o início da ofensiva israelense em 12 de julho.O ataque mais sangrento aconteceu na cidade de Hula, onde um bombardeio israelense deixou 40 mortos. As outras 17 pessoas morreram em operações pelo resto país. A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) confirmou à agência de notícias EFE que caças-bombardeiros israelenses destruíram a última ponte que restava sobre o rio Litani, isolando as cerca de 22 mil pessoas que ainda estão na região. "Nossa última rota para chegar ao sul, para entrar em Tiro, ficou inutilizada. Os israelenses nos disseram que não podem garantir a segurança de nossos comboios e que qualquer passo é a nosso risco", explicou Christopher Stokes, diretor de operações da MSF. Os novos ataques coincidiram com o início de uma reunião de ministros de exteriores da Liga Árabe. Em lágrimas, o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, acusou Israel de ter matado pelo menos 40 pessoas na cidade fronteiriça de Hula. Fontes policiais informaram que várias pessoas podem estar sob os escombros dos prédios destruídos em Hula. Israel também realizou operações contra diversas áreas do sul do Líbano, o vale de Bekaa e o sul da capital libanesa, matando outras 17 pessoas. O Hezbollah respondeu aos bombardeios com uma nova salva de foguetes contra o norte de Israel, que deixou uma pessoa ferida. Enquanto isso, os ministros de Exteriores árabes iniciaram sua reunião em Beirute. O Líbano tentará convencer seus irmãos árabes de que o texto elaborado por França e Estados Unidos não satisfaz as expectativas de seu país, já que permite a Israel manter suas tropas em território libanês. O Líbano recusou formalmente a proposta de resolução feita por Washington e Paris.

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