Pelo menos 93 mil morreram em conflito sírio, diz ONU

A crescente violência na Síria resultou nas mortes confirmadas de cerca de 93 mil pessoas, mas o número verdadeiro deve ser muito mais alto, informou o escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira.

Agência Estado

13 de junho de 2013 | 11h37

Em Damasco, autoridades disseram que pelo menos um morteiro caiu nas proximidades do Aeroporto Internacional, próximo a um pista, interrompendo por um breve período os voos que chegavam e partiam da capital.

O ministro dos Transportes sírio, Mahmoud Ibrahim Said, disse à televisão síria que um projétil, disparado por "terroristas" caiu perto de um depósito, quebrando janelas e ferindo um trabalhador que estava no local.

O Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, sediado em Londres, informou que os combatentes rebeldes atacaram o aeroporto com foguetes caseiros. O ataque acontece semanas depois de o governo ter anunciado que havia protegido a via que já acesso ao aeroporto, que fora atacada pelos rebeldes no passado.

O incidente acontece também no momento em que as forças do presidente Bashar Assad realizam uma ofensiva para expulsar os rebeldes das províncias centrais de Homs e Hama, e de Alepo, província que fica ao norte, após o sucesso na retomada de controle da estratégica cidade de Qusair, perto da fronteira com o Líbano.

Uma nova análise divulgada em Genebra nesta quinta-feira, pelo escritório de direitos humanos da ONU, documentou 92.901 mortes entre março de 2011 e o fim de abril de 2013. Mas a alta comissária para direitos humanos da entidade, Navi Pillay, disse que é impossível fornecer dados exatos.

A análise mais recente, que havia sido divulgada em janeiro, documentara 60 mil mortos até o fim de novembro. "O fluxo de assassinatos continua em níveis chocantes, com mais de 5 mil mortes documentadas a cada mês desde julho do ano passado", disse Pillay. "Esses são, provavelmente, os números menores. Os verdadeiros são potencialmente muito mais altos." Dentre as vítimas há pelo menos 6.561 crianças, dentre elas 1.729 com menos de 10 anos. Fonte: Associated Press.

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