Pelo menos dois militares morrem em combate no leste da Ucrânia

Negociações para o fim do conflito estão há meses bloqueadas pela negativa de Moscou e de Kiev avançar por conta das violações do cessar-fogo e do descumprimento de acordos

O Estado de S.Paulo

12 Maio 2017 | 04h04

KIEV - Pelo menos dois militares morreram e outros seis se feriram nas últimas 24 horas em combates com as milícias separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia, informou na sexta-feira, 12, o comando das forças governamentais na zona de conflito.  

Os separatistas lançaram um total de 53 ataques contra as posições das tropas ucranianas usando morteiros, granadas e armas leves. 

O maior número de violações ao cessar fogo, acrescentou o comando ucraniano, ocorre no sul da região de Donetsk, na cidade de Mariupol, cidade na beira do mar de Azov controlada pelas forças de Kiev. 

As negociações para o fim do conflito na região estão há meses bloqueadas pela negativa de Moscou e de Kiev avançar, entre outros motivos, por conta das profundas violações do cessar-fogo.

Os acordos que contemplariam uma trégua estável com a retirada do armamento pesado e a introdução de reformas políticas para possibilitar eleições regionais nas zonas controladas pelos rebeldes a favor dos russos também não foram respeitados. 

Kiev argumenta que o avanço no plano político é possível caso a Ucrânia não exija o controle do setor fronteiriço com a Rússia, que atualmente se encontra em poder das milícias separatistas. Autoridades ucranianas acusam Moscou de respaldar com tropas, armamento e financiamento os separatistas pró-Rússia. 

O governo russo, por sua vez, assegura assegura que não é parte do conflito e que seu papel se reduz a garantir que os acordos sejam respeitados, ressaltando que o governo ucraniano deve negociar diretamente com as autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, criadas pelos separatistas. 

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), nos três anos de conflito nas regiões orientais ucranianas morreram em torno de 10 mil pessoas, entre combatentes e civis. / REUTERS

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