Pelo menos dois morrem em novo confronto em área tibetana

Em campanha patriótica dos tibetanos nas áreas chinesas, 13 foram detidos e 381 se renderam

Associated Press, Reuters e Efe

25 de março de 2008 | 04h13

O confronto entre manifestantes e polícia no oeste da China deixou pelo menos duas pessoas mortas, disseram a mídia estatal e um grupo de direitos humanos nesta terça-feira, 25.   A agência de notícias oficial da China, Xinhua News, afirmou que os manifestantes atacaram com facas e pedras e mataram o policial Wang Guochan. Um grupo de direitos humanos do Tibete disse que um monge foi morto e outro está em estado grave depois que agentes de segurança dispararam contra a multidão.   Não foi possível de imediato a confirmação de cada uma das partes. Oficiais que responderam à chamadas telefônicas em Garze depois do ocorrido, disseram não ter informações sobre o ocorrido. A manifestação em Garze, de maioria tibetana na província de Sichuan, começou na segunda-feira, 17, como uma marcha pela paz de monges e monjas, mas se tornou violenta quando a polícia armada tentou reprimir o grupo, que aumentou para cerca de 200 pessoas depois que residentes ingressaram, em Dharmsala.   Prisões   As autoridades tibetanas detiveram 13 pessoas por integrar um protesto com slogans de "resistência", no dia 10 de março na capital Lhasa, reportou o Diário do Tibete.   A matéria faz menção aos 13 presos de um grupo envolvido em uma manifestação perto dos monastérios budistas de Lhasa. O protesto ocorreu dias antes dos enfrentamentos, que se espalharam para outras áreas, matando pelo menos 19 pessoas, de acordo com as autoridades.   O banner de um leão tem sido usado pelos manifestantes como o símbolo que clama a independência do Tibete. A reportagem não diz quantos dos detidos eram monges budistas.   Ainda de acordo com a agência de notícias, 381 pessoas se renderam, após protagonizarem outra revolta no distrito de Aba, em Sichuan, no dia 16 de março. A polícia local teria dado um ultimato aos manifestantes para que se entregassem no prazo de 10 dias.

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