REUTERS / Shannon Stapleton
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Pelo menos quatro funcionários do governo Trump deixam seus cargos após invasão do Congresso nos EUA

De acordo com a CNN, outros membros do alto escalão do governo americano podem renunciar depois dos ataques registrados na quarta-feira

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2021 | 01h43
Atualizado 07 de janeiro de 2021 | 16h43

WASHINGTON - Pelo menos quatro funcionários do governo Trump deixam seus cargos após a invasão do Congresso dos Estados Unidos por uma multidão de extremistas pró-Trump nesta quarta-feira, 6. De acordo com a CNN, mais funcionários do alto escalão devem renunciar aos seus cargos na esteira dos atos violentos.

O vice-assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Matt Pottinger, foi um dos membros da equipe de Trump que renunciou ao cargo, segundo a CNN. A rede americana cita fontes próximas a Pottinger para confirmar a demissão.

Na equipe da primeira-dama, Melania Trump, ao menos duas pessoas deixaram seus cargos. Uma delas foi a chefe de gabinete Stephanie Grisham, que não disse se sua renúncia foi uma reação à violência na capital do país. No entanto, uma fonte familiarizada com sua decisão disse que o ataque ao Congresso foi a gota d'água para ela.

"Foi uma honra servir ao país na Casa Branca. Estou muito orgulhosa de ter feito parte da missão da Sra. Trump de ajudar crianças em todos os lugares e orgulhosa das muitas realizações deste governo", disse em um comunicado. Ela passou um ano como secretária de imprensa da Casa Branca antes de assumir a chefia de gabinete.

A secretária social Rickie Niceta, ligada a Melania, também renunciou, assim como a vice-secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Matthews, disseram duas fontes à Reuters.

Segundo informou a CNN, alguns dos principais assessores do presidente Donald Trump, incluindo o conselheiro de Segurança Nacional Robert O'Brien, também estão considerando deixar o cargo.  Além dele, o vice-chefe de gabinete Chris Liddell estaria pensando em renunciar, disse o site da TV, citando fontes que não quiseram se identificar. 

No início da quarta-feira, O’Brien deu um passo incomum ao defender o vice-presidente Mike Pence, que se recusou a cumprir as ordens do presidente para rejeitar os resultados das eleições na sessão que preside no Congresso. O'Brien disse que ele demonstrou coragem.

"Acabei de falar com o vice-presidente Pence. Ele é um homem genuinamente bom e decente. Ele exibiu coragem hoje, como fez no Capitólio em 11 de setembro como congressista. Tenho orgulho de servir com ele", disse O'Brien.

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