J. Scott Applewhite/Pool via AP
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Pelosi diz que Câmara abrirá impeachment contra Trump se ele não renunciar

Presidente da Câmara também pediu a militares dos EUA que mantenham republicano longe de códigos nucleares

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de janeiro de 2021 | 17h15
Atualizado 08 de janeiro de 2021 | 20h18

WASHINGTON - A presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, disse nesta sexta-feira, 8, que instruiu a Comissão de Regras para se preparar para dar seguimento ao processo de impeachment do presidente Donald Trump se o republicano não renunciar após seus apoiadores invadirem o Capitólio na quarta-feira. 

"É a esperança dos membros (da Casa) que o presidente renuncie imediatamente", disse Pelosi em um comunicado após sua reunião com membros da Casa. "A Câmara preservará todas as opções. Com muito respeito, nossas deliberações continuarão (se o presidente não renunciar)."

Ela disse mais cedo que pediria o impeachment do presidente se ele "não renunciasse imediatamente" e apelou aos republicanos para se juntarem à pressão para afastar Trump do cargo. 

Em uma carta aos membros da Câmara, a democrata invocou a renúncia de Richard Nixon em meio ao escândalo Watergate, quando os republicanos persuadiram o presidente a renunciar e evitar a ignomínia de um impeachment, chamando as ações de Trump de um "ataque horrível à nossa democracia".

“Hoje, após os atos perigosos e sediciosos do presidente, os republicanos no Congresso precisam seguir esse exemplo e pedir a Trump que deixe seu cargo - imediatamente”, escreveu ela. “Se o presidente não deixar o cargo iminente e voluntariamente, o Congresso dará continuidade à nossa ação.”

Pelosi também disse que havia conversado com o general Mark Milley, presidente do Estado-Maior Conjunto, sobre "impedir que um presidente instável inicie hostilidades militares ou acesse os códigos de lançamento". "A situação deste presidente desequilibrado não poderia ser mais perigosa", disse Pelosi.

Embora os presidentes dos Estados Unidos tenham acesso aos códigos necessários para disparar armas nucleares 24 horas por dia, nenhum militar ou autoridade de segurança nacional expressou qualquer preocupação publicamente sobre o estado mental de Trump com relação às armas nucleares.

O gabinete de Milley disse que Pelosi fez a ligação e que o general "respondeu às suas perguntas sobre o processo de autoridade de comando nuclear". Uma autoridade dos EUA, falando sob condição de anonimato, afirmou que qualquer uso de armas nucleares é um processo altamente deliberativo.

A carta de Pelosi vem em um momento de expansão do impulso de impeachment contra Trump. Além dos democratas, alguns republicanos ofereceram apoio potencial. 

Pelosi disse que planejava conversar com o presidente eleito Joe Biden sobre o assunto na terde desta sexta-feira. Um assessor da democrata afirmou que Pence ainda não se manifestou oficialmente sobre o acionamento da 25a emenda, mas que a princípio ele seria contrário a isso. /NYT e REUTERS

 

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