Pena de morte é necessária, diz ministro iraquiano

O Iraque sofre com falta de juízes, o que atrapalha a imposição da lei e força o governo a depender da pena de morte para evitar crimes, disse o ministro de Direitos Humanos do país. Com apenas 700 juízes para uma população de 27 milhões, o Iraque requer o "efeito dissuasivo" da pena capital para melhorar a segurança, afirmou Bakhtiar Amin no prédio da ONU em Genebra, durante reunião com a agência de direitos humanos das Nações Unidas."Ninguém está feliz com a volta da pena de morte", disse ele, atribuindo o retorno da punição ao "sentimento generalizado no Iraque" de que "se enforcarmos várias pessoas em público... haverá um impacto na segurança", porque "não será fácil recrutar outros para cometer crimes".Ele declarou que a pena de morte voltou em agosto para assassinato, ameaça à segurança nacional e tráfico de drogas, mas apenas como medida temporária. Ele se recusou a afirmar se a pena de morte poderá ser aplicada ao ex-ditador Saddam Hussein. Amin confirmou que Saddam está confinado na base de Campo Cropper, perto do Aeroporto Internacional de Bagdá.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.