AP Photo/Bullit Marquez
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Pence ressalta compromisso dos EUA com Sudeste Asiático em conferência da Asean

Representante de Trump no encontro em Cingapura, vice-presidente norte-americano disse que “impérios e agressões” não têm espaço na região

O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2018 | 04h08

O vice-presidente norte-americano Mike Pence reafirmou nesta quinta-feira, 15, o compromisso dos Estados Unidos com a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean). Durante conferência em Cingapura na qual representou o presidente Donald Trump, ele afirmou que o grupo é um parceiro estratégico “insubstituível e indispensável” na região do Indo-Pacífico.

 "Asean está no centro da nossa visão para a região", afirmou Pence em seu discurso aos líderes, no qual elogiou as contribuições do grupo para a “paz, progresso e prosperidade” dos países membros.   “Como vocês, nós procuramos um Indo-Pacífico em que todas as nações, grandes e pequenas, possam prosperar - seguros em nossa soberania, confiantes em nossos valores, e crescendo mais fortes juntos ", disse o vice-presidente.

Em uma aparente referência ao conflito territorial que a China mantém com quatro parceiros da Asean (Malásia, Brunei, Vietnã e Filipinas), Pence declarou que “impérios e agressões” não têm espaço na região do Sudeste Asiático.

O vice-presidente norte-americano declarou ainda que investimentos, comércio bilateral, luta contra o terrorismo e pressão para a Coreia do Norte desistir de suas armas nucleares são compromissos que unem os EUA e a Asean.

China

Em Cingapura, o primeiro-ministro chinês Li Keqiang procurou tranquilizar os países vizinhos sobre a expansão econômica e militar de seu país na região. A gestão do conflito no Mar do Sul da China é uma preocupação constante.

Os chineses se opõem a países menores em diversas disputas no local, crucial para o comércio global, rico em peixes e com potenciais reservas de óleo e gás. A região preocupa os Estados Unidos e outras nações que dependem do direito de passagem para navegação.

O presidente filipino, Rodrigo Duterte, procurou aliviar a tensão com os chineses sobre reivindicações de seu país pelas águas e afirmou que os envolvidos na questão devem trabalhar para estabelecer um código de conduta que evite mal-entendidos que possam levar a eventuais conflitos.

“A China está lá, esta é a realidade. Atividades militares fortes terão resposta da China. Eu não me importo se todos forem para a guerra, exceto pelas Filipinas, que estão bem do lado destas ilhas. Se houver um confronto, meu país será o primeiro a sofrer”, afirmou Duterte.

Sobre as preocupações chinesas de que os EUA estão tentando conter a influência do país na região, Mike Pence afirmou que a visão norte-americana sobre o Indo-Pacífico não exclui nenhuma região. “Requer apenas que cada nação trate seus vizinhos com respeito, respeitem a soberania de nossas nações e as regras internacionais”, afirmou.

Em contraste à preferência de Trump por negociações bilaterais, as reuniões na conferência da Asean em Cingapura têm defendido compromissos com o livre-comércio e uma abordagem multilateral para lidar com questões como crimes cibernéticos, segurança marítima e comércio eletrônico.

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