AFP PHOTO / WANG ZHAO
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Pensamento de Xi Jinping é equiparado ao de Mao Tsé-tung no panteão comunista

Presidente da China mencionou o termo na véspera, em um discurso de quase três horas e meia, no qual também falou em uma ‘nova era’ do socialismo ao estilo chinês

O Estado de S.Paulo

19 Outubro 2017 | 11h24

PEQUIM - O "pensamento de Xi Jinping" entrou para o vocabulário do regime chinês, anunciou nesta quinta-feira, 19, a agência de notícias estatal Xinhua, o que coloca o atual presidente do país no mesmo nível de Mao Tsé-tung no panteão comunista.

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"O PCC (Partido Comunista Chinês) criou o pensamento Xi Jinping de socialismo ao estilo chinês da nova era", anunciou a agência oficial, no segundo dia do Congresso do PCC, grande evento quinquenal do partido que governa o país.

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Xi Jinping, que receberá um novo mandato ao fim do Congresso na próxima semana, mencionou este conceito na véspera, em um discurso de quase três horas e meia, mas sem citar seu próprio nome.

Agora está próximo do "pensamento de Mao Tsé-tung", o fundador da República Popular, e da "teoria Deng Xiaoping", o reformista e líder do milagre econômico chinês.

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"Todos os membros do Partido devem estudar o pensamento de Xi sobre a nova era", declarou Liu Yunshan, um dos colegas do líder chinês no comitê permanente do politburo do PCC, a instância que comanda o país.

Em seu discurso de quarta-feira, Xi Jinping citou uma "nova era" do socialismo ao estilo chinês, apresentando a imagem de uma grande potência próspera e respeitada até 2050. O "pensamento" pode entrar oficialmente na carta do PCC ao fim do Congresso, mas seu nome não será citado necessariamente de modo explícito.

Desde a época de Mao, a carta do partido não adiciona o nome de nenhum outro governante chinês no poder. As contribuições dos dois antecessores de Xi, Jiang Zemin e Hu Jintao, foram incluídas depois que eles deixaram o poder e sem menção aos nomes.

Durante as mudanças da Revolução Cultural (1966-76), "o pensamento de Mao Tsé-tung", resumido no "pequeno livro vermelho" do fundador do regime, era o livro de cabeceira da Guarda Vermelha de Mao, que lutava contra os privilégios dos dirigentes do PCC. / AFP

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