Pentágono admite pena de morte para suspeito

O sargento americano responsável pelo massacre de 16 pessoas no domingo perto de Kandahar, no sul do Afeganistão, pode ser condenado à morte, disse ontem o secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta. O presidente americano, Barack Obama, prometeu ao líder afegão, Hamid Karzai, tratar o caso como se cidadãos e crianças americanas tivessem sido assassinados.

DENISE CHRISPIM MARIN , CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

14 de março de 2012 | 03h08

Segundo Panetta, o plano de retirada dos 90 mil militares americanos do Afeganistão até o fim de 2014 está mantido. Mas ele indicou que o ritmo de retirada pode ser acelerado. Em setembro, 22 mil militares devem deixar o país.

"Estamos com o coração partido pela perda de vidas inocentes. A morte de civis inocentes é ultrajante e inaceitável. Isso não é o que somos como país e não representa nossos militares", afirmou Obama ontem em Washington.

Os EUA não executam um militar sentenciado à pena máxima pela corte marcial desde 1961 e há seis esperando no corredor da morte. A execução tem de ter o aval do presidente.

O sargento de 38 anos, cujo nome é mantido sob sigilo pelo Pentágono, serviu três vezes no Iraque e, em 2010, sofrera um traumatismo cranioencefálico. Mas foi considerado apto para servir no Afeganistão. Parte dos militares americanos sofre de problemas mentais causados ou agravados nos campos de batalha.

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