Pentágono: ataques na Síria contra terroristas 'são apenas o começo'

Pentágono: ataques na Síria contra terroristas 'são apenas o começo'

Segundo Departamento de Defesa, grupo ligado à Al-Qaeda que foi alvo dos bombardeios planejava atacar nos EUA ou Europa

O Estado de S. Paulo

23 de setembro de 2014 | 14h48

WASHINGTON - O Departamento de Defesa dos Estados Unidos afirmou nesta terça-feira, 23, que os ataques contra os terroristas do Estado Islâmico (EI) e da Al-Qaeda na Síria são "apenas o começo" de uma campanha de bombardeios.

Segundo o governo americano, os ataques realizados com caças, bombardeiros e mísseis guiados na Síria foram aparentemente "bem-sucedidos e com o mínimo de efeitos colaterais". "São só o começo de uma campanha, centrada principalmente em acabar com as fortificações dos jihadistas sunitas do EI", disse o porta-voz do Pentágono, o contra-almirante John Kirby.



O diretor de operações do Estado-Maior Conjunto dos EUA, William Mayville, explicou que os objetivos eram acabar com uma célula da Al-Qaeda, o grupo Khorasan, localizada perto de Aleppo, e atingir instalações do EI na Síria. "Os bombardeios de ontem (segunda) são o começo de uma campanha persistente, sustentada e crível para degradar e destruir o Estado Islâmico", explicou Mayville.

O militar também mostrou fotos das instalações dos jihadistas do EI atacadas na Síria e afirmou que os bombardeios "foram contidos e com o mínimo de efeitos colaterais". "Desconhecemos se há vítimas civis, obviamente evitar essas baixas é de alta prioridade."

Os ataques contra o EI contaram com a participação de cinco países árabes: Bahrein, Arábia Saudita, Jordânia, Catar e Emirados Árabes Unidos.

Sobre o grupo Khorasan, Mayville afirmou que a organização não tinha interesse estratégico na guerra civil síria e só estava utilizando a falta de controle no país para planejar ataques contra o Ocidente. "Acreditamos que estavam perto da fase de execução de um atentado na Europa ou em nosso país."

A Casa Branca confirmou nesta terça que alguns dos ataques aéreos em território sírio tinham como objetivo desmantelar planos do grupo Khorasan de ataques iminentes contra alvos nos EUA e na Europa.

"Por algum tempo até agora, rastreamos complôs para realizar ataques nos EUA ou Europa", disse Ben Rhodes, vice-assessor de segurança nacional de Obama. "Nós acreditamos que os planos eram iminentes, eles haviam planejado realizar ataques fora da Síria." / EFE e REUTERS

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