Pentágono busca estreitar diálogo militar com a China

Enviado americano tentará restabelecer laços diplomáticos com Pequim

Agência Estado

27 de setembro de 2010 | 14h18

WASHINGTON - Um funcionário do Pentágono mantém conversas em Pequim esta semana para tentar reativar as relações militares entre os dois países e reduzir a tensão na Ásia, informou nesta segunda-feira, 27, um porta-voz da Defesa dos EUA.

 

Michael Schiffer, vice secretário-assistente da Defesa para a Ásia Oriental, iniciou uma visita de dois dias ao país para se encontrar com militares chineses e tratar "da retomada da relação" entre os militares das duas nações, disse o coronel Dave Lapan.

 

Os laços militares entre os dois países estão estagnados, com Pequim cancelando visitas agendadas ou trocas entre as nações como uma forma de protestar contra políticas de Washington, sobretudo sobre vendas de armas americanas a Taiwan. A China cortou esse diálogo em janeiro, após a administração do presidente Barack Obama revelar planos para vender US$ 6,4 bilhões em armas e componentes militares a Taiwan.

 

O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, criticou a suspensão do diálogo. Essas vendas ocorrem há décadas e Washington já deixou claro que não apoia a independência de Taiwan, disse Gates em junho, durante discurso em Cingapura. Gates pretendia visitar Pequim como parte de uma viagem pela Ásia, em junho. A China, porém, recusou-se a recebê-lo e cancelou a visita. Desde então, funcionários dos EUA dizem que a China reabriu as portas para uma possível visita de Gates ainda este ano.

 

Gates e outras autoridades dos EUA argumentam que relações militares mais fortes entre os dois países reduziriam as tensões e evitariam possíveis desentendimentos, em um efeito similar ao diálogo entre EUA e União Soviética na Guerra Fria. As informações são da Dow Jones.

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