AP Photo/Rahmat Gul
AP Photo/Rahmat Gul

Pentágono confirma morte de soldado americano no Afeganistão

Outros dois militares ficaram feridos em uma operação conjunta perto de Marja, na Província de Helmand, no sul do país; soldado era integrante das Forças Especiais

O Estado de S. Paulo

05 Janeiro 2016 | 15h38

WASHINGTON - Um soldado americano morreu e outros dois ficaram feridos em uma operação conjunta perto de Marja, na Província de Helmand, no sul do Afeganistão, confirmou nesta terça-feira, 5, em comunicado o Pentágono.

"Estamos muito tristes por essa perda", indicou em uma breve declaração o brigadeiro-general Wilson Shoffner, porta-voz das Forças Armadas dos EUA no Afeganistão, que realizam com frequência ações conjuntas com as tropas afegãs contra os taleban. 

Fontes do Departamento de Defesa dos EUA disseram à emissora NBC que o soldado morto era integrante das Forças Especiais que estavam realizando uma operação antiterrorista na região de Marja, quando foram surpreendidos por um ataque.

Posteriormente, um helicóptero, enviado ao local para auxiliar e resgatar os soldados, também foi atacado com morteiros e tiros de armas leves. Por enquanto, não há informações sobre novas vítimas nesse incidente.

As Forças Especiais dos EUA estão há vários dias fazendo operações na região sul do Afeganistão acompanhado de tropas afegãs contra o Taleban. Os insurgentes intensificaram os ataques no país desde o fim oficial da ocupação americana no fim de 2014.

Desde o início de dezembro, os taleban tentam tomar o controle da província de Helmand, uma das mais instáveis do Afeganistão.

O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou ainda no ano passado que manterá uma quantidade maior do que o previsto de soldados no país após o fim de seu mandato em janeiro de 2017, diante do temor da intensidade dos ataques dos taleban.

Os EUA mantêm 9,8 mil militares no Afeganistão, número que não será alterado ao longo de 2016, em resposta à violência dos insurgentes e à tomada durante duas semanas da cidade de Kunduz no ano passado.

Os taleban intensificaram seus ataques pouco antes de representantes do Afeganistão, Paquistão, EUA e China tentarem reiniciar o processo de paz com o grupo insurgente. / EFE

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