Pentágono cumpre decisão e revela nome de prisioneiros

O Pentágono cumpriu uma decisão judicial e revelou, na tarde desta sexta-feira, os nomes de centenas de presos que estavam detidos secretamente há anos na base militar americana de Guantánamo, em Cuba. A ordem foi expedida em fevereiro pelo juiz federal de Nova York Jed S. Rakoff, que deu ganho de causa à agência de notícias Associated Press em um processo baseado no Ato de Liberdade de Informação. Além disso, um número desconhecido de presos foi devolvido a seus países de origem. O Departamento de Defesa liberou um dossiê de aproximadamente 5 mil páginas contendo, além dos nomes dos presos e seus países de origem. A maioria destes detentos haviam sido acusados de manter relações com o Talebã e com a Al-Qaeda. A lista, porém, não será publicada na íntegra, já que a ação não solicitava os nomes dos homens que se negaram a comparecer ante os oficiais militares. Identidades A administração Bush escondeu informações que pudessem identificar os homens sob a alegação de que a revelação das identidades violaria a privacidade dos presos e poderia colocar suas famílias em perigo. Essa classificação, segundo os advogados da administração Bush, priva os acusados das proteções da Convenção de Genebra e permite que eles sejam detidos indefinidamente, mesmo sem acusações. Os documentos liberados em junho, também em virtude de um processo baseado no Ato de Livre Informação movido pela Associated Press, continha os nomes dos detentos e suas nacionalidades apagados. As transcrições de pelo menos 317 audiências em Guantánamo deveriam esclarecer a insurgência contra as tropas americanas, detalhando como muçulmanos de vários países tornaram-se parte do Talebã, no Afeganistão.

Agencia Estado,

04 Março 2006 | 15h04

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