Pentágono defende Rumsfeld e rejeita críticas militares

O Pentágono distribuiu um documento em defesa de seu chefe, Donald Rumsfeld, no qual rejeita as críticas feitas contra ele por vários generais aposentados que pediram a renúncia do secretário da Defesa, informou neste domingo o jornal The New York Times. "O memorando de uma página foi enviado por via eletrônica na sexta-feira a um grupo de ex-comandantes militares e analistas civis, que inclui vários generais aposentados, que aparecem regularmente na televisão", acrescentou o jornal. Nas últimas semanas, sete generais aposentados criticaram a gestão de Rumsfeld à frente do Pentágono e sua condução da guerra no Iraque, e seis deles pediram que o funcionário renunciasse imediatamente. Na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em uma breve declaração escrita, expressou seu pleno apoio a Rumsfeld. O documento do Pentágono, segundo o The New York Times, sustenta que "os comandantes militares participam, em um grau sem precedentes, em cada processo de tomada de decisões no Departamento de Defesa". Rumsfeld "teve 139 reuniões com o Estado-Maior Conjunto desde o início de 2005, e 208 reuniões com os principais comandantes no terreno", acrescentou. O memorando também lembrou que há mais de 8 mil generais e almirantes em serviço e aposentados, aparentemente para enfatizar que apenas alguns poucos oficiais fizeram críticas públicas a Rumsfeld. Pouco depois de a Casa Branca distribuir a declaração de Bush, dois proeminentes generais aposentados saíram em defesa de Rumsfeld. Eles são o general do Exército Tommy Franks, que esteve à frente do Comando Central durante as invasões do Afeganistão e do Iraque, e o general da Força Aérea Richard Myers, ex-chefe do Estado-Maior Conjunto durante o mesmo período. Franks destacou o trabalho de Rumsfeld na condução da guerra global contra o terrorismo e na reestruturação das forças militares dos EUA, e Myers criticou os ex-oficiais que pediram a renúncia de Rumsfeld. No sábado, o general reformado Wesley Clark, que foi comandante supremo aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), se juntou aos críticos.

Agencia Estado,

16 Abril 2006 | 12h41

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