Department of Defense via AP
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Pentágono divulga primeiras imagens de caçada ao líder do Estado Islâmico

Chefe do Comando Central das Forças Armadas exibiu fotos e vídeos em preto e branco da operação conduzida no nordeste da Síria

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2019 | 22h38

WASHINGTON - O Pentágono divulgou quarta-feira, 30, as primeiras imagens da operação das forças especiais dos Estados Unidos no último fim de semana na Síria, que resultou na morte do líder do grupo terrorista Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, e confirmou que jogou seus restos mortais no mar.

Em entrevista coletiva no Pentágono, o general Kenneth F. McKenzie Jr, chefe do Comando Central das Forças Armadas (Centcom) exibiu fotos e vídeos em preto e branco mostrando a propriedade murada na qual Al-Baghdadi estava escondido, na cidade de Barisha, a apenas seis quilômetros da fronteira com a Turquia, na Província de Idlib.

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"As forças de assalto cercaram essas instalações, e pedimos aos que estavam lá dentro para que saíssem pacificamente", disse McKenzie Jr. De acordo com o general, todos os que deixaram o local foram abordados e revistados, e depois liberados. Entre os que saíram havia 11 menores.

McKenzie Jr também explicou que, durante o ataque, seis membros do Estado Islâmico (quatro mulheres, Baghdadi e outro homem) foram mortos. Eles estavam dentro da principal casa do complexo, representavam uma "ameaça" para os militares dos EUA e não obedeceram às forças especiais, que gritaram com eles em árabe para se renderem, afirmou.

Dentro da casa principal, os militares descobriram que Al-Baghdadi estava escondido dentro de um túnel. "Quando a captura pelas forças especiais americanas era iminente, Baghdadi detonou uma bomba, matando a si mesmo e a duas crianças pequenas que o acompanhavam", afirmou o general.

A princípio, os EUA haviam informado que o terrorista estava acompanhado por três menores, mas, após várias investigações, foi confirmado que na realidade havia dois.

Depois que Baghdadi cometeu suicídio, as forças americanas coletaram seu DNA para provar que ele era realmente o líder do EI, o terrorista mais procurado desde a morte do chefe da rede Al-Qaeda, Osama bin Laden, em outra operação militar dos EUA, em 2011.

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Assim como aconteceu com o corpo de Bin Laden, o de Baghdadi foi lançado ao mar, segundo McKenzie Jr, embora o procedimento adotado não tenha sido ainda revelado.

Os EUA preferem lançar ao mar os restos mortais de líderes terroristas muito conhecidos para evitar que seus túmulos se transformem em lugares de culto. O mesmo aconteceu com o próprio complexo onde Baghdadi estava escondido: foi bombardeado para não passar a ser visto por militantes radicais como um santuário. / EFE


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