Marinha dos EUA / Reuters
Marinha dos EUA / Reuters

Pentágono vê gasto chinês em armas como ameaça real

Relatório do Departamento de Defesa dos EUA indica que chineses aumentaram treinamentos e se preparam para confronto no futuro

O Estado de S.Paulo

17 Agosto 2018 | 09h54

WASHINGTON - Um relatório anual do Pentágono sobre a China, divulgado nesta sexta-feira no Congresso americano, afirma que o Exército Popular de Libertação da China (EPL) está aumentando seus gastos em defesa e treinando para se preparar para um confronto com osampliaram suas operações de bombardeiros nos últimos anos porque “provavelmente estão treinando para atacar” os EUA no futuro.

O relatório também afirma que a China está tentando desenvolver bombardeiros capazes de carregar bombas nucleares. 

 

“O desdobramento e a integração de bombardeiros nucleares forneceriam à China, pela primeira vez, uma ‘tríade’ nuclear de sistemas de distribuição espalhados por terra, mar e ar”, diz o relatório, que por lei tem de ser entregue anualmente ao Congresso dos EUA. 

 

Veja abaixo: EUA listam US$ 200 bi de produtos chineses a serem tarifados

“Ao longo dos últimos três anos, o EPL expandiu suas operações de bombardeiros sobre as águas, ganhando experiência em regiões marítimas críticas e treinando para ataques contra alvos dos EUA e aliados na região”, diz o documento. “Se os EUA interviessem, a China tentaria retardar a intervenção, numa guerra limitada de alta intensidade e curta duração.”

As forças militares terrestres também são alvo de uma reestruturação na China, segundo o relatório: “o objetivo é criar uma força terrestre mais modular e letal, capaz de se tornar o coração de operações conjuntas.” O relatório do Pentágono afirma que, apesar da projeção de retração no crescimento econômico em 2018, o orçamento de defesa oficial da China será de mais de US$ 240 bilhões (R$ 946 bilhões). 

O documento também detalha um exercício militar em que a Força Aérea chinesa pousou bombardeiros em ilhas e recifes do Mar do Sul da China, região em que há intensa disputa territorial entre Pequim e países vizinhos. 

 

Veja abaixo: o contra-ataque da China

Os EUA temem a crescente influência chinesa no Pacífico, onde estão forças americanas. Os militares americanos costumam demonstrar sua liberdade de navegação aérea na área fazendo voos regulares sobre a região, que a China considera parte do seu mar territorial.

Em janeiro, o Pentágono fez da contraposição a Pequim, além da Rússia, um dos pilares de sua nova estratégia de defesa. Washington e Pequim mantêm um relacionamento entre seus militares para conter as tensões.Em junho, o secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, visitou a China. / REUTERS

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