REUTERS/Mike Blake
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Pentágono fecha contrato de US$ 10 bilhões com a Microsoft para armazenar dados militares

Empresa fundada por Bill Gates também ficará responsável por modernizar sistemas informáticos militares dos EUA

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2019 | 03h17

WASHINGTON - O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira, 25, que fechou um contrato de US$ 10  bilhões com a Microsoft para o armazenamento de dados militares. A empresa fundada por Bill Gates venceu o processo de licitação que também era disputado pela Amazon.

Agora, a empresa americana terá a missão de modernizar os sistemas informáticos militares dos EUA, conhecidos sob o acrônimo JEDI. O contrato tem validade de 10 anos.

"A estratégia de defesa nacional dita que devemos melhorar a velocidade e a efetividade com a que desenvolvemos e implantamos capacidades técnicas modernizadas para nossos militares", disse um comunicado da diretora de informação do Departamento de Defesa, Dana Deasy. E completou: "Este contrato é um passo importante na execução da estratégia de modernização digital."

A fim de facilitar a implantação de sua nova arquitetura de armazenamento em nuvem, o Pentágono decidiu assinar um só contrato, ao invés de dividir a concorrência em várias licitações.

Polêmica com a Amazon

Após a divulgação do resultado da licitação, a Amazon se manifestou, dizendo-se 'surpresa' com a conclusão do processo.

No início do processo licitatório, a Amazon era considerada a favorita para levar o contrato, uma vez que a empresa já fornece os servidores reservados de outros órgão governamentais, como a CIA.

No entanto, o Pentágono anunciou em agosto o adiamento da licitação à espera do sinal verde do novo ministro da Defesa, Mark Esper.

Antes, em julho, o presidente Donald Trump disse que ter ouvido 'queixas' de diferentes companhias, como a própria Microsoft, Oracle e IBM, sobre o processo licitatório do JEDI. O presidente já havia feito investidas contra a Amazon e seu fundador, Jeff Bezos.

"Vamos olhar com muito cuidado (para  a licitação)", disse à época o presidente, o que gerou uma preocupação entre os observadores de que a licitação fosse influenciada de maneira imprópria.

Apesar da polêmica, o  Pentágono assegurou, por meio de um comunicado, que todas as partes "foram tratadas de forma justa e avaliadas de forma consistente com os critérios estabelecidos." / AFP e EFE

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