Pentágono investiga erro em ataque no Afeganistão

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos está investigando informações segundo as quais soldados das forças especiais norte-americanas assassinaram e prenderam pessoas erradas durante um ataque no Afeganistão na semana passada, informou o secretário de Defesa dos EUA, Donald H. Rumsfeld. Rumsfeld alega que a ?mudança de lealdade? entre os afegãos pode ter dificultado para os agentes secretos determinarem se os assassinados e detidos no ataque eram amigos ou inimigos."Há pessoas que estavam envolvidas com Taleban e que agora querem fazer parte dos governos locais existentes", comentou Rumsfeld durante entrevista coletiva concedida no Pentágono, a sede do Departamento de Defesa norte-americano. Por sua vez, autoridades do Afeganistão pediam a Washington explicações pela operação militar, e revelaram que iniciaram uma investigação sobre o ataque da semana passada.Os afegãos dizem que entre os detidos estão funcionários contrários ao Taleban e leais ao governo do primeiro-ministro interino Hamid Karzai. Esta foi uma das operações mais controvertidas desde que militares norte-americanos passaram a tentar sufocar todos os focos do Taleban e da organização Al-Qaeda.O Pentágono insiste que as forças especiais atacaram um "alvo militar legítimo" no ataque a um arsenal que, segundo analistas do serviço secreto, pertenciam à Al-Qaeda e ao Taleban.Os norte-americanos assassinaram pelo menos 15 pessoas e fizeram 27 prisioneiros depois de serem recebidos com tiros na província de Uruzgan, ao norte de Kandahar, justificou o Pentágono. Um soldado norte-americano ficou ferido no tornozelo. Os moradores locais contam que quando as forças especiais norte-americanas chegaram, os aliados do Taleban já haviam deixado suas armas nas mãos de funcionários do governo, alguns dos quais figuram entre os mortos.Em Kandahar, funcionários afegãos pediram ao Exército dos EUA que esclareça qual é a situação dos detidos no incidente.Leia o especial

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