Pentágono manda mais soldados para o Golfo Pérsico

O secretário de Defesa (Pentágono) dos EUA, Donald Rumsfeld, ordenou que mais de 11 mil soldados de uma mesma unidade treinada para ação no deserto comecem a partir para o Golfo Pérsico, como parte dos preparativos para uma possível intervenção militar no Iraque. Trata-se do primeiro traslado de uma divisão completa de combate para a região desde a Guerra do Golfo (1991). Não foi divulgada a data nem o localdo desembarque.Em outro sinal da aceleração da ampliação das forças navais, terrestres e aéreas do país na região, o Exército anunciou nesta quinta-feira que enviará antes de meados de fevereiro 800engenheiros e especialistas em inteligência para o Golfo. Eles integram várias unidades com base na Alemanha.Já estão no Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Turquia cerca de 60 mil militares americanos. A meta de Rumsfeld seria dobrar esse contingente nas próximas semanas. Segundo a imprensaamericana, os planos do Pentágono prevêem um contingente de não mais de 250 mil homens - metade do deslocado na Guerra do Golfo.Rumsfeld assinou antes do Natal a ordem para o reforço do dispositivo militar no Golfo depois do ano-novo. Um alto funcionário se limitou a informar que a 3ª Divisão de Infantaria, com base no Estado da Geórgia, recebeu a orientaçãona segunda-feira. Parte dessa divisão, integrada por 17 mil homens, já está na região.O porta-aviões Abraham Lincoln, que havia partido da Austrália com destino aos EUA, recebeuinstruções para permanecer no Oceano Pacífico e preparar-se para um eventual ataque ao Iraque, informou nesta quarta-feira o diário The New York Times.Funcionários do Pentágono disseram nesta quinta que Rumsfeld deve ordenar em breve mais deslocamentos de tropas, bem como mobilizar reservistas e forças da Guarda Nacional.Em Bagdá, o vice-primeiro-ministro Tareq Aziz acusou os EUA de planejarem a invasão do território iraquiano para se apoderar de suas reservas petrolíferas, apesar de o Iraque estar cooperando com os inspetores de armas da ONU."Eles não estão dizendo: ´Vamos esperar por enquanto para ver o resultado e, então, decidir o que fazer´", disse Aziz a um grupo deativistas europeus em visita a Bagdá.Desde o início de seu trabalho, no fim de novembro, a equipe de peritos da ONU visitou 230 locais suspeitos. Um relatório sobre suas primeiras conclusões será entregue aoConselho de Segurança da ONU no dia 27.

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