Pentágono não espera surpresas em novo vazamento do WikiLeaks

Site prometeu divulgar no sábado 400 mil documentos sobre a guerra no Iraque

Efe

22 de outubro de 2010 | 15h41

WASHINGTON - O Pentágono assegurou nesta sexta-feira, 22, que não espera "grandes surpresas" da grande quantidade de documentos sobre a guerra do Iraque que devem ser publicados no sábado pelo site WikiLeaks, embora tenha alertado que o vazamento desse material pode colocar em perigo "a equipe americana" no Oriente Médio.

 

O WikiLeaks convocou uma coletiva de imprensa para o sábado, que ocorrerá em alguma cidade da Europa, ainda não divulgada. No evento, provavelmente serão divulgados os documentos. Fontes próximas do site dizem que se trata da maior divulgação de documentos da história dos EUA - 400 mil documentos da guerra do Iraque, iniciada em 2003.

 

Há algumas semanas o Pentágono tem trabalhado para reduzir o impacto da publicação desse material, inclusive destacando uma equipe de 120 pessoas para analisar os possíveis dados que serão publicados e classificar quais deles seriam prejudiciais aos militares americanos que atuam no país.

 

Nos últimos dias, o Pentágono pediu que a imprensa não divulgue o material. "Os veículos devem ter cuidado. Não queremos que o WikiLeaks, como organização, ganhe credibilidade se a imprensa, que tem credibilidade, facilitarem o vazamento", disse um porta-voz do Departamento de Defesa.

 

O Pentágono teme que os documentos contenham nomes de iraquianos que trabalham para os EUA, o que poderia expô-los a ameaças. Além disso, o governo teme que alguns dados sejam utilizados por insurgentes para ataques, já que muitos dizem respeito às operações dos EUA no Iraque.

 

O vazamento planejado pelo WikiLeaks supera o de julho, quando foram publicados 92 mil documentos sobre a guerra do Afeganistão. Em abril, o site divulgou o vídeo de um helicóptero militar iraquiano disparando contra civis.

Tudo o que sabemos sobre:
WikiLeaksEUAIraquePentágono

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.