Pentágono planeja como evitar ataques aéreos de Assad

Bateria de mísseis capaz de impedir sobrevoo de aviões no espaço aéreo sírio pode ser solução para proteger população

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

24 Agosto 2013 | 02h01

A cautela do presidente Barack Obama ao tratar publicamente da questão síria e sua resistência em envolver os EUA em uma nova guerra não inibe o Pentágono de estudar alternativas militares. A criação de uma zona de exclusão aérea limitada continua entre as opções, assim como a de ataques lançados por navios americanos estacionados no Mediterrâneo. Assim como no conflito na Líbia, o governo Obama rejeita enfaticamente o envio de tropas.

Na quinta-feira, enquanto Obama discursava sobre o financiamento a estudantes universitários em Buffalo, no Estado de Nova York, autoridades dos Departamentos de Defesa e de Estado discutiam a questão síria na Casa Branca. Segundo o New York Times, o encontro terminou sem decisões. Mesmo entre os militares, não há consenso sobre uma intervenção armada - ainda que autorizada e coordenada pela ONU.

O general Martin Dempsey, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, tem sido um dos maiores opositores da solução militar. Em recente carta ao deputado federal democrata Eliot Engel, Dempsey afirmou que uma "robusta assistência militar dos EUA" aos rebeldes sírios não lhes garantiria sucesso. O custo financeiro seria alto demais, assim como o risco de se armar extremistas dispostos a estender a guerra sectária na região. A melhor opção, insistiu o general, seria seguir em frente com a assistência humanitária e o apoio a rebeldes moderados.

Segundo o jornal americano, uma das hipóteses avaliadas foi a de um bombardeio naval - até mesmo com mísseis Tomahawks - lançados do Mar Mediterrâneo.

Os EUA têm dois destróieres na região. O Pentágono avalia ainda a movimentação de caças e outros aviões de guerra espalhados por suas bases no Oriente Médio, Turquia e Europa para missões de ataque a alvos militares do governo sírio. Continua em estudo o possível uso da base militar americana na Jordânia como centro das operações de uma zona de exclusão aérea sobre a Síria.

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