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Pentágono prepara plano que permite a transgêneros servir no Exército dos EUA

Plano colocará fim a uma das últimas leis discriminatórias com base em gênero e sexualidade

O Estado de S. Paulo

13 de julho de 2015 | 20h02

WASHINGTON - O Pentágono está finalizando um plano que permitirá a trangêneros servirem abertamente no Exército dos Estados Unidos a partir do início de 2016, informou o secretário de Defesa, Ashton Carter, nesta segunda-feira.

O plano colocará um fim a uma das últimas leis discriminatórias com base em gênero ou sexualidade que ainda estão em vigor para a entrada no Exército, além de representar o reconhecimento do fato de que já estão nas tropas americanas cerca de 15 mil transgêneros, de acordo com estimativas.

Segundo autoridades do Exército, um comunicado deve ser emitido ainda esta semana. Carter está criando um grupo de trabalho que fará um estudo de seis meses sobre o impacto do fim da proibição.

Carter declarou que a lei atual, que proíbe que trangêneros cumpram serviço militar, está ultrapassada e qualquer um que queira servir o Exército deve poder fazê-lo.

Um caso de um soldado transgênero que ficou conhecido é o de Bradley Manning, acusado de divulgar mais de 700 mil documentos secretos ao site WikiLeaks, fundado por Julian Assange.

Em abril do ano passado ele foi oficialmente reconhecido como Chelsea Manning depois de dar entrada em um pedido de mudança de nome depois que procedimentos da corte marcial revelaram seu conflito de identidade sexual. 

Manning, que era analista de inteligência do Exército americano e trabalhou no Iraque e no Afeganistão, cumpre sua pena de 35 anos de prisão na penitenciária de Fort Leavenworth, no Estado do Kansas. / Associated Press

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