Pentágono quer usar Exército na segurança de fronteiras

O Pentágono está procurando maneiras de usar o Exército americano para prover mais segurança ao longo da fronteira sul do país, disseram funcionários da defesa, colocando mais uma vez as Forças Armadas em um papel delicado na política interna. O secretário assistente de Defesa Nacional, Paul McHale, pediu nesta semana que oficiais apresentem opções para o uso de recursos e tropas militares, particularmente da Guarda Nacional, ao longo da fronteira com o México, segundo um oficial que falou sob condição de anonimato. O pedido foi feito em um momento em que alguns legisladores sulistas se encontraram com o estrategista da Casa Branca, Karl Rove, para uma discussão que incluiu o uso de soldados da Guarda Nacional para patrulhar a fronteira. O Senado deve aprovar uma legislação neste mês que pede o aumento de segurança na fronteira, um novo programa para trabalhadores temporários e previsões de abertura de um caminho para a cidadania de muitos dos cerca de 11 milhões de imigrantes ilegais do país."A delegação do Texas está muito preocupada com a fronteira e pede urgência", disse o legislador republicano Kevin Brady, que se juntou a outros republicanos do Texas na reunião com Rove. Atualmente, os militares têm um papel muito limitado nas fronteiras, mas as Forças Armadas já foram usadas no passado para ajudar no combate a traficantes de drogas. Unidades da Guarda Nacional, enquanto isso, têm sido usadas por governadores do sul e do oeste para dar assistência ao monitoramento das travessias de fronteira.A governadora do Arizona, Janet Napolitano, teria dito que a utilização do exército é "basicamente o que ela vem pedido", informou sua porta-voz, Jeanine L´Ecuyer. Janet pede que o Pentágono envie soldados da Guarda, mas não outros militares, para lidar com imigração ilegal do México. Cerca de 170 soldados da Guarda atuam no Estado atualmente.No Capitólio, a Casa dos Representantes (equivalente aos deputados) aprovou na quinta-feira por 252 votos a 171 a permissão para que o secretário de Defesa Donald H. Rumsfeld destaque militares em certas circunstâncias para ajudar o Departamento de Defesa Nacional. Oficiais debateram sobre o uso de militares durante o furacão Katrina, com algumas sugestões para que os soldados fossem usados para impedir a violência e os saques em New Orleans. Durante o furacão Katrina, cerca de 22 mil soldados do exército atuaram na região do Golfo ao lado de 50 mil soldados da Guarda Nacional operados pelos governadores dos Estados.

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